quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Capítulo I "O inicio"

 Em uma sala bem iluminada, em que varias bancadas metálicas se viam grandes aparelhos científicos computadores, alguns inclusive, nas paredes.  Em uma das extremidades da sala uma porta única, por onde, nesse momento entravam três homens, todos os vestidos com jalecos. Ao entrar notaram a presença de uma quarta pessoa, um jovem, por volta dos quatorze anos, varria a sala. Os homens se entreolharam e com um meio sorriso o mais alto exclamou:
 -Vejam só! Se não é o treinador ancião da cidade. –zombou- Já decorou as questões do teste.
Não houve resposta, o rapaz apenas fitou o chão, ao passo que o baixo deles tomou a frente na zombaria.
 -Ora vamos, estamos entre amigos. Nós conte o segredo, como você fez para reprovar tantas vezes nos testes?
 O jovem engoliu a raiva, respirou fundo, tentou fazer sua mão parar de tremerem e seus olhos marejados arderem, sentia-se frustrado e deprimido como nunca antes. Perguntou-se porque não conseguia passar nos testes, porque se sentia tão mal e porque não podia responder a altura, simplesmente não era justo. Uma pequena lagrima quase lhe escapou oque não passou despercebido.
 -Olhem o neném vai chorar- disse um deles já rindo.
 -Então talvez vocês devam entrar em pranto também. - Ribombou uma voz grave como um trovão vinda da porta- Principalmente se tornarem a caçoar do meu jovem auxiliar estagiário.
 Os homens empalideceram. - Professor!- exclamaram em uníssono. Um deles tentou se explicar gaguejando.
 -Silencio!- bradou asperamente o professor- Podem se dirigir para respectivas salas e deem continuidade a suas pesquisas- Ordenou.
 A sala esvaziou-se deixando apenas o professor e o assistente. A expressão do professor suavizou-se
 -Como estão os preparativos da primeira fase do exame?- Questionou o professor.
 - Já está tudo pronto senhor. – Respondeu - Anh, obrigado senhor.
 -Não se preocupe meu jovem, posso lhe perguntar se participará esse semestre?
 -Creio que não senhor. – respondeu o rapaz.
 O Professor era um homem de aparência áspera e dura, como um militar, porem mais relaxada, era alto talvez um metro e oitenta, tinha uma protuberante barriga, oque destoava um pouco de seu ar rígido, e um grande bigode. Apesar de seu ar duro, o professor parecia insatisfeito com a resposta, talvez ate mesmo triste, já havia um ano e meio que esse rapaz era seu assistente, e mais tempo ainda o assistia tentar passar nos testes.  Após um breve momento de silencio constrangido, o professor respondeu apenas.
 -É uma pena. A proposito, - emendou- vim lhe avisar que já está dispensado por hoje. Amanhã é o dia passe aqui para pegar seu ordenado e caso queira terá uma prova separada pra você.
 O rapaz animou-se um pouco e se permitiu um sorriso em agradecimento, já agradecendo e guardando seu jaleco.
 O Sol já descia rumo ao horizonte pintando o céu com tons de rosa, laranja e vermelho dando as pedras cinza dos paralelepípedos das ruas que predominavam na cidade histórica de Medin.  A cidade é conhecida por ser a cidade geograficamente central da região Unioterrai, por ser uma cidade histórica e por ser, por mais de três gerações, berço dos campeões da liga trium, a liga oficial dos treinadores unioterraneos. Era uma cidade pacata, em época de liga, porém, suas ruas se enchiam.  O laboratório do professor Oliveira ficava no bairro central, tomando quase um quarteirão inteiro, na borda de uma das poucas ruas de asfalto da cidade que eram sempre ladeadas por prédios, comércios e casarões.
 O jovem tomou sua bicicleta e, com o sol poente a sua esquerda, pedalou como fazia todos os dias após o estagio. Depois de alguns minutos, passou de asfalto e paralelepípedos e até eventuais ruas de terra batida parando apenas a encontrar oque parecia ser um grande mar. Oque na verdade era um lago, o lago dos mil dias era um peno mar que percorria toda a região, em volta dos quais muitas cidades se construíram. Todo horizonte era tomado pela silhueta do lago, em torno do lago havia um pequeno parque, com arvores bosques de flores e bancos, e todo o lago era envolto em bosques cortados apenas pelos poucos caminhos que ligava o lago a cidade.
 Em um dos bancos se viam duas pessoas, ambos jovens, ainda mais jovens que ele, um deles era baixo e robusto, enquanto outro era alto e moreno, os rapazes se levantaram com a presença de um terceiro e sorriram.
 -Você demorou hoje. – Declarou o rapaz robusto.
 -Deu muito trabalho organizar as coisas para o teste. - defendeu-se o rapaz.
 -Nem acredito que amanhã há essa hora já seremos treinadores, em viajem. – disse o rapaz robusto.
 - A partir dai estaremos competindo Luca. – disse um rapaz sem muita animação. 
 Luca ponderou sobre o fato, era gordinho com os cabelos completamente penteados, oque destoava completamente das roupas respingadas de tinta que usava, sempre com um sorriso, o qual não se abalou.
 - Não estou ansioso para competir com o Rick aqui. – disse simplesmente dando de ombros.
 O clima se suavizou, os rapazes sentaram-se no banco e observaram o por do sol. Ficaram ali conversando ate que o sol terminou de se por dando lugar a noite, e as luzes  dos postes  começaram a se acender, os rapazes se despediram e partiram cada um para sua casa.
 O sol do sétimo dia do verão, mesmo sem se mostrar, já lançava seus raios sobre a cidade, e o laboratório do professor Oliveira já  estava movimentado com dezenas de jovens aguardando para fazer seu teste. O jovem observou o laboratório e sua movimentação do outro lado da rua, ponderou se valeria ou não a pena fazer o teste por mais uma vez. No passado já havia por uma razão ou outra sido reprovado em quatro provas, apesar de sempre ter estudado, oque fez com que a falha o fizesse sentir um pouco pior. Sentiu-se infeliz assim que pensou nisso , como ainda havia tempo decidiu refletir fazendo uma caminhada. Assim que começou a andar, sentiu-se tonto, e assim curvou-se para respirar, mas quando voltou a se erguer já não estava na cidade. Confuso procurou se localizar, a sua volta apenas arvores, o chão era coberto de folhas, com eventuais ramos nascendo aqui e ali.  Imaginou que estaria na área arbórea em volta do lago , sendo essa a única floresta que conhecia, e nessa hora sentiu-se culpado por, mesmo tendo morado a vida toda em Medin, jamais tenha entrado ou conhecido as pequenas floresta que margeavam o grande lago. Decidiu então procurar entre as arvores da floresta o sol para se localizar, e notou acima de si um sol apino.
 Não teve tempo de se preocupar com isso, nesse momento houve um farfalhar nas folhas mais ao longe , sua boca secou, ele engoliu a seco e foi andando para traz devagar.
 - É apenas o vento. – disse a si mesmo, mas não acreditava nisso de verdade.
 Então houve um segundo farfalhar, dessa vez ele correu, sem direção ou caminho. O medo  gelado subia sua espinha, e então ele se lembrou do motivo de nunca ter entrado na floresta, as criaturas selvagens que ali moravam. Corria sentindo o desespero no peito apertar seu coração, agora ouvia claramente algo correndo em sua direção desferindo gritos esganiçados.
 Sentiu-se repentinamente aliviado quando por um segundo pensou ter vislumbrado o grande lago, porém nesse momento, sentiu uma dor em seu pé esquerdo, quando o prendeu embaixo de uma raiz e caiu no chão. Todo seu alivio tornou-se desespero, quando notou as patas da criatura pulando por cima de seu corpo e aterrissando imediatamente ao seu lado. Lentamente ergueu a face para encarar a criatura. Era uma criatura pequena, não deveria ser da altura de seu joelho em duas patas, que se apoiava em quatro patas, tinha pelagem roxa em cima do corpo e bege na barriga e nas patas, além de grandes orelhas e uma calda longa enrolada na ponta, em seu focinho se via grandes dentes incisivos, bigodes e principalmente grandes olhos vermelhos que para o rapaz pareciam muito irritados. Passado esse instante em que humano e criatura se estudaram, a pequena criatura correu para um distancia segura e continuou observando, o rapaz por sua vez se pôs de pé, porém arrependeu-se imediatamente, pois, assim que se levantou o céu tomou o lugar do chão, o chão por sua vez veio de encontro a suas costas com uma velocidade dolorosa, algo havia se chocado com suas pernas.  Quando levantou dessa vez se deparou com outra criatura, essa parecia ser de outra espécie, ficava sobre quatro patas e possuía uma pelagem bege mais volumosa no peito, cabeça e na cauda, no restante do corpo a pelagem era curta e laranja e rajada com faixas tigradas negras. A criatura fitava o rapaz com uma língua pendendo pela lateral da boca, e latiu de maneira simpática. Se alguém perguntasse, ao garoto, ele não saberia responder o porquê, porem ele sentiu-se confortável com aquela criaturinha, nesse momento, sem saber o porquê, lhe fez um afago. A primeira criatura fez um pequeno estalo quando pisou em um galho seco, tomando imediatamente a atenção da segunda criatura que saiu em sua captura, e assim as duas criaturas seguiram floresta adentro.
 Recuperou-se do susto, sacodiu a poeira das roupas e o fazendo se deu conta da dor que sentia causada pelas quedas, e assim se deu conta também que estava com fome, oque era no mínimo estranho, pois havia tomado café da manha não fazia muito mais que uma hora. Procurou no céu um norte, se guiando pelo sol, na esperança de estar nas áreas arbóreas e encontrar no fim do caminho o lago dos mil dias. Após alguns minutos, as arvore começaram a ficar espaçadas até que por fim se abriu em uma praça que dava para o grande lago. Sentiu-se aliviado quando encontrou um cenário que lhe era familiar, sentou-se no banco mais próximo , essa experiência o esgotou, estava cansado dolorido e faminto. Procurou esperançoso por entre as arvores, frutos, esquadrinhando uma a uma, porém sem sorte, nesse momento fitou o lago e seu sangue gelou. Notou nesse momento que o mundo congelou a sua volta, as nuvens, o barcos, o vento, assim como as folhas que esse carregava e ate mesmo as marolas produzidas pelo barco tudo perfeitamente petrificados em seus lugares. Correu os olhos, a procura de movimento, de algo normal em que ancorar sua sanidade, e com o canto do olho percebeu um movimento, e fitou  uma criatura flutuando sobre a agua. A criatura era de dois tons de verde, e possuía olhos azuis lindos como o céu. Eles se encararam por algum tempo, e para o rapaz a criatura lhe parecia sentir culpada. Em dado momento o rapaz piscou, e com os olhos ainda fechados sentiu um calor familiar em seu colo, e quando os abriu novamente, o mundo tinha voltado a seu fluxo, mas o sol já ia baixo, e o dia já começava a tomar tons laranja, e em seu colo estava a criatura laranjada que ele encontrará na floresta, ela estava, porem, com seu pelo sujo e manchado de vermelho de sangue que vertia de sua orelha direita. Puxou pela memoria, o professor costumava chamar essas criaturas de Pokémons, mas não consegui se recordar da espécie desse em especial.  Levantou-se com o pequeno pokémon ganindo baixinho em seus braços, lembrando-se vagamente de um centro de tratamento para as criaturas no bairro central da cidade a alguns quarteirões do laboratório. Saiu em disparada para salvar o pokémon, mas ao chegar na estrada da estrada que se liga a cidade deparou-se com o primeiro pokémon, e com outros seis indiscerníveis uns dos outros, bloqueando o caminho, houve um breve momento de tensão, onde o rapaz ficou paralisado com os pokémons rosnando e mostrando dentes agressivamente para o pequeno e ferido Pokémon em seus braços. O bando avançou lentamente em sua direção, o jovem disparou por uma das trilhas laterais de terra, que supostamente se uniria a principal mais a frente ou, daria em uma periferia da cidade, ou um ou outro, não tinha certeza, mas isso agora não interessava. Os pokémons estavam em seu encalço, eram pequenos, mas surpreendentemente velozes, o terreno era irregular e acidentado, mas a criaturinha em seus braços dependia dele, quando ela se aninhava e molhava sua camisa com pequenos ganidos, fazia seu coração pesar no peito.
 Após algum tempo, ele não sabia dizer quanto, a floresta se abriu em um campo e a cidade já era visível, não tinha certeza se ainda estavam sendo perseguidos, mas não se permitiu arriscar tomar folego. Quando chegou a cidade já não tinha mais folego, seu pulmão queimava e parecia faltar o ar, as pernas doíam, entretanto o calor da criaturinha era uma lembrança constante do porque ele não poderia parar. As pessoas o encavam ao passar correndo por elas, e os gritos de espanto quando elas ficavam para trás confirmavam a presença de seus perseguidores. Em poucos minutos já era visível um edifício onde se lia “Centro Pokémon”, ficou aliviado, mas só por um momento, pois sentiu uma fisgada na perna e pisou em falso com o pé que latejava pelo encontro com a raiz, a queda foi inevitável, porém  pode evitar de alguma maneira de cair por cima do Pokémon que carregava, tentou levantar-se em vão e percebeu que já havia sido alcançado. Resignou-se com o fato de que não conseguiria fugir, e decidiu que protegeria a criaturinha de qualquer maneira,  curvou-se sobre ela na esperança de proteger o corpo já ferido do pokémon, fechou os olhos e aguardou. Houve um baque, ouviu rosnados. Foi então puxado e abriu os olhos para encarar o rosto preocupado do professor oliveira, o rapaz gaguejou confuso e o professor exclamou apenas:
 -Não há tempo, vocês estão feridos, vamos!!!
 - Mas e os???- balbuciou o rapaz exausto. Antes de entrar no Centro Pokémon ele olhou para trás procurando o bando de pokémons selvagens agressivos, e impedindo o avanço deles ele reconheceu seus amigos Rick e Luca com seus pokémons, recém-adquiridos imaginava ele, em batalha.
 - Não se preocupe eles ficarão bem. Está seguro agora. – garantiu o professor.
 Certamente não se sentia seguro. Em sua imaginação podia ver as criaturinhas entrando e atacando a todos. Quando, porém sentou-se por um segundo em um dos sofás da antessala do edifício, sentiu-se exaurido e no momento que se recostou, com o professor ainda falando algo em que ele não conseguia se concentrar, caiu em sono profundo, com o pokémon ainda em seus  braços.
 Acordou em sua cama, lembrou-se do dia passado imaginando se não teria sonhado esse dia tão surreal, as dores em seu corpo, porém lhe diziam o contrario. Sua irmã mais nova entra em seu quarto às  lagrimas, tinha oito anos, seus cabelos pretos  lisos desciam até os ombros e eram penteados para trás presos  por um faixa, em seu sorriso um dente ainda em crescimento após a queda de um de seus dentes de leite, olhos castanhos claro e a pele morena clara, vestia uma camisa com uma imagem de uma pequena meowth, oque a fazia parecer ainda mais nova. Não fez nem menção a explicar os acontecimentos do dia passado, por mais que lhe pedisse, já que ele mesmo não saberia dizer. Era como se um dia de sua fosse apagado, apenas algumas horas e o dia se acaba, um acontecimento após o outro e todas as partes intermediarias sumira, como em um filme editado. Tomou café com sua mãe e irmã agindo calma e despreocupadamente, mas dentro em seu peito pesava a urgência de saber oque seria do pokémon que havia ajudado. 
 Passada a refeição  foi até o centro Pokémon, lá chegando encontrou  na antessala de entrada seus amigos Luca e Rick, o rapaz ainda não havia parado para pensar muito sobre isso, mas realmente esperava que eles já estivessem viajando em jornada.
 - Você está bem?- Perguntou Luca preocupado, e com seu sorriso recorrente acrescentou. - Parece que teve uma aventura e tanto hein.
 - Ainda vivo. – Respondeu o rapaz com bom humor. – Vocês realmente passaram na prova hein.
 - E você tinha alguma duvida? Nós somos os melhores ou não somos?- nesse momento seu sorriso morreu- Porque você não fez o teste? Oque aconteceu?
 - Não tenho certeza, eu ...- foi interrompido por uma mulher saindo de uma porta que dava para um corredor interno. A moça era quase duas cabeças mais alta que o rapaz, estava vestida como uma enfermeira  e aproximou-se dizendo:
 - Bom dia, a saúde de seu Pokémon já foi restaurada. – ela franziu o cenho em preocupação- aconteceu?
 - Ele não é meu. – respondeu o rapaz entristecendo ao se dar conta do fato. A enfermeira pareceu desconcertada
 - Perdão, eu , ér, eu imaginei já que ele não queria sair de seu colo. Bom, vou trazê-lo aqui.
 A enfermeira levemente ruborizada virou-se e entrou na mesma porta pela qual havia saído, e após alguns momento  retornou com a pequena criaturinha, o Pokémon iluminou-se ao ver o rapaz e parecia dançar a sua volta. Ao rapaz o Pokémon parecia feliz e saudável, mas ao examinar mais cuidadosamente notou que uma mecha de seu pelo agora se acomodava entre os olhos da criaturinha e em sai orelha direita havia um pequeno talho cicatrizado.
 - Oque você fará com ele? Soltar na floresta?- Perguntou Luca .
 -Acho que é o certo a se fazer. – respondeu o rapaz ao afagar o Pokémon – Ele não é meu, eu não sou treinador. Ele provavelmente  estará melhor na floresta.
 - Não se precipite meu jovem. – Disse o professor Oliveira, que a pouco havia entrado. – A não ser que não deseje ser um treinador.
 - Mas eu nem sequer fiz a prova, ou passei em nenhuma das vezes em que a fiz, todos os pokémons já devem ter sido distribuídos, e as “Dex” também. - disse o rapaz exasperado sentindo um nó se formar na garganta.
 - Meu jovem auxiliar- Começou em tom reconfortante- Até onde sei o tão temido teste e apenas isso, um teste, para provar se o aspirante a treinador esta preparado para zelar pela saúde e segurança de seus pokémons , oque você demonstrou claramente ao salvar esse Pokémon. Já quanto a questão que permeia seu futuro Pokémon, creio que esse pequeno growlithe tenha real anseio de ocupar essa vaga.
 O garoto observou o Pokémon por um momento, perguntando-se oque ele havia deixado para trás na floresta, como era sua vida, se ele tinha amigos, um lar ou família.
 - Ainda sim eu nem mesmo conhecia a espécie de growlithe, não posso esperar ser um treinador sem uma “Dex”. – Constatou resignando.
 - Pensei ter lhe ensinado determinação. – Sua mãe, Ana,  vinha em sua direção com a filha , sua irmã, em seu encalço. Ana não era uma mulher alta, tinha a pele em um tom caramelo como uma egípcia, o cabelo era negro e a franja descia pouco acima do olho, entrou no centro com seu vestido azul simples habitual e disse:
 - Aqui. – entregou ao filho uma pequena embalagem. – Sei que é antiga, mas o professor já atualizou então ela deve servir.
 - Ninguém mais cumprimenta ninguém por aqui?- sussurrou Luca para rick em tom de brincadeira.
 A Pokedex não era muito maior que a palma de uma mão, mais ou menos o tamanho de uma carteira, de um vermelho metálico com um domo de vidro azul em uma das pontas, o rapaz abriu o flip para cima e com um pequeno “click” abriu-se também uma aba lateral, revelando vários botões e uma tela, que imediatamente ascendeu-se e ouviu-se uma voz metálica.
 - Eu sou a PokeDex 2.0 ,mas você pode usar comando de voz me chamando de Dexter, sou uma enciclopédia Pokémon atualizada pelo usuário, estou aqui para te auxiliar em sua jornada, basta apontar um de meus sensores em direção ao Pokémon, que capturarei seus dados observacionais, caso capture um Pokémon seu dados serão atualizados e cruzados com banco de dados de pesquisadores e dados obtidos por outros treinadores.
 Direcionou o domo azul para growlithe e a pokédex se acendeu.
 - Growlithe um Pokémon filhote, ele é muito amigável e fiel a humanos, apesar de ser muito territorialista. Esse Pokémon tenta afastar os inimigos latindo e mordendo.- disse Dexter imediatamente

 - Bom tudo resolvido então?- Perguntou Luca debochando.
 - Ainda falta uma coisa. - disse decidido, pegou o pokemon em seus braços e saiu do centro pokemon, lá fora o pôs no chão e fitando-o disse:
 -E então garoto, você gostaria de sair em uma jornada comigo? Ficaríamos muito tempo longe de casa e sem ver nossos amigos, mas nos aventuraríamos por toda a região oque me diz?
Growlite latiu e perseguiu o próprio rabo.
 - Creio que isso foi um sim. – Disse o professor Oliveira com um largo sorriso.
 - Bom então vamos, já estamos um dia atrás dos outros. – reclamou Luca ansioso.
 - Tudo bem, mas tenho que pegar minhas coisas em casa e...
 - Não precisa-a não eu já troxe-e.-  cantarolou sua irmãzinha entregando-lhe uma mochila.

 Todos despediram-se, e os três rapazes seguiram em direção a saída da cidade.

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