Em uma sala bem iluminada, em que varias bancadas metálicas se viam
grandes aparelhos científicos computadores, alguns inclusive, nas paredes. Em uma das extremidades da sala uma porta
única, por onde, nesse momento entravam três homens, todos os vestidos com
jalecos. Ao entrar notaram a presença de uma quarta pessoa, um jovem, por volta
dos quatorze anos, varria a sala. Os homens se entreolharam e com um meio
sorriso o mais alto exclamou:
-Vejam só! Se não é o treinador ancião da cidade. –zombou- Já decorou
as questões do teste.
Não houve resposta, o rapaz apenas fitou o chão, ao passo que o baixo
deles tomou a frente na zombaria.
-Ora vamos, estamos entre amigos. Nós conte o segredo, como você fez
para reprovar tantas vezes nos testes?
O jovem engoliu a raiva, respirou fundo, tentou fazer sua mão parar de
tremerem e seus olhos marejados arderem, sentia-se frustrado e deprimido como
nunca antes. Perguntou-se porque não conseguia passar nos testes, porque se
sentia tão mal e porque não podia responder a altura, simplesmente não era
justo. Uma pequena lagrima quase lhe escapou oque não passou despercebido.
-Olhem o neném vai chorar- disse um deles já rindo.
-Então talvez vocês devam entrar em pranto também. - Ribombou uma voz
grave como um trovão vinda da porta- Principalmente se tornarem a caçoar do meu
jovem auxiliar estagiário.
Os homens empalideceram. - Professor!- exclamaram em uníssono. Um deles
tentou se explicar gaguejando.
-Silencio!- bradou asperamente o professor- Podem se dirigir para
respectivas salas e deem continuidade a suas pesquisas- Ordenou.
A sala esvaziou-se deixando apenas o professor e o assistente. A
expressão do professor suavizou-se
-Como estão os preparativos da primeira fase do exame?- Questionou o
professor.
- Já está tudo pronto senhor. – Respondeu - Anh, obrigado senhor.
-Não se preocupe meu jovem, posso lhe perguntar se participará esse
semestre?
-Creio que não senhor. – respondeu o rapaz.
O Professor era um homem de aparência áspera e dura, como um militar,
porem mais relaxada, era alto talvez um metro e oitenta, tinha uma protuberante
barriga, oque destoava um pouco de seu ar rígido, e um grande bigode. Apesar de
seu ar duro, o professor parecia insatisfeito com a resposta, talvez ate mesmo
triste, já havia um ano e meio que esse rapaz era seu assistente, e mais tempo
ainda o assistia tentar passar nos testes.
Após um breve momento de silencio constrangido, o professor respondeu
apenas.
-É uma pena. A proposito, - emendou- vim lhe avisar que já está
dispensado por hoje. Amanhã é o dia passe aqui para pegar seu ordenado e caso
queira terá uma prova separada pra você.
O rapaz animou-se um pouco e se permitiu um sorriso em agradecimento,
já agradecendo e guardando seu jaleco.
O Sol já descia rumo ao horizonte pintando o céu com tons de rosa,
laranja e vermelho dando as pedras cinza dos paralelepípedos das ruas que
predominavam na cidade histórica de Medin. A cidade é conhecida por ser a cidade
geograficamente central da região Unioterrai, por ser uma cidade histórica e
por ser, por mais de três gerações, berço dos campeões da liga trium, a liga
oficial dos treinadores unioterraneos. Era uma cidade pacata, em época de liga,
porém, suas ruas se enchiam. O
laboratório do professor Oliveira ficava no bairro central, tomando quase um
quarteirão inteiro, na borda de uma das poucas ruas de asfalto da cidade que
eram sempre ladeadas por prédios, comércios e casarões.
O jovem tomou sua bicicleta e, com o sol poente a sua esquerda,
pedalou como fazia todos os dias após o estagio. Depois de alguns minutos,
passou de asfalto e paralelepípedos e até eventuais ruas de terra batida
parando apenas a encontrar oque parecia ser um grande mar. Oque na verdade era
um lago, o lago dos mil dias era um peno mar que percorria toda a região, em
volta dos quais muitas cidades se construíram. Todo horizonte era tomado pela
silhueta do lago, em torno do lago havia um pequeno parque, com arvores bosques
de flores e bancos, e todo o lago era envolto em bosques cortados apenas pelos
poucos caminhos que ligava o lago a cidade.
Em um dos bancos se viam duas pessoas, ambos jovens, ainda mais jovens
que ele, um deles era baixo e robusto, enquanto outro era alto e moreno, os
rapazes se levantaram com a presença de um terceiro e sorriram.
-Você demorou hoje. – Declarou o rapaz robusto.
-Deu muito trabalho organizar as coisas para o teste. - defendeu-se o
rapaz.
-Nem acredito que amanhã há essa hora já seremos treinadores, em
viajem. – disse o rapaz robusto.
- A partir dai estaremos competindo Luca. – disse um rapaz sem muita
animação.
Luca ponderou sobre o fato, era gordinho com os cabelos completamente
penteados, oque destoava completamente das roupas respingadas de tinta que
usava, sempre com um sorriso, o qual não se abalou.
- Não estou ansioso para competir com o Rick aqui. – disse
simplesmente dando de ombros.
O clima se suavizou, os rapazes sentaram-se no banco e observaram o
por do sol. Ficaram ali conversando ate que o sol terminou de se por dando
lugar a noite, e as luzes dos
postes começaram a se acender, os
rapazes se despediram e partiram cada um para sua casa.
O sol do sétimo dia do verão, mesmo sem se mostrar, já lançava seus
raios sobre a cidade, e o laboratório do professor Oliveira já estava movimentado com dezenas de jovens
aguardando para fazer seu teste. O jovem observou o laboratório e sua
movimentação do outro lado da rua, ponderou se valeria ou não a pena fazer o
teste por mais uma vez. No passado já havia por uma razão ou outra sido
reprovado em quatro provas, apesar de sempre ter estudado, oque fez com que a
falha o fizesse sentir um pouco pior. Sentiu-se infeliz assim que pensou nisso
, como ainda havia tempo decidiu refletir fazendo uma caminhada. Assim que
começou a andar, sentiu-se tonto, e assim curvou-se para respirar, mas quando
voltou a se erguer já não estava na cidade. Confuso procurou se localizar, a
sua volta apenas arvores, o chão era coberto de folhas, com eventuais ramos nascendo
aqui e ali. Imaginou que estaria na área arbórea em volta do lago , sendo essa
a única floresta que conhecia, e nessa hora sentiu-se culpado por, mesmo tendo
morado a vida toda em Medin, jamais tenha entrado ou conhecido as pequenas
floresta que margeavam o grande lago. Decidiu então procurar entre as arvores
da floresta o sol para se localizar, e notou acima de si um sol apino.
Não teve tempo de se preocupar com isso, nesse momento houve um
farfalhar nas folhas mais ao longe , sua boca secou, ele engoliu a seco e foi
andando para traz devagar.
- É apenas o vento. – disse a si mesmo, mas não acreditava nisso de
verdade.
Então houve um segundo farfalhar, dessa vez ele correu, sem direção ou
caminho. O medo gelado subia sua espinha,
e então ele se lembrou do motivo de nunca ter entrado na floresta, as criaturas
selvagens que ali moravam. Corria sentindo o desespero no peito apertar seu
coração, agora ouvia claramente algo correndo em sua direção desferindo gritos
esganiçados.
Sentiu-se repentinamente aliviado quando por um segundo pensou ter
vislumbrado o grande lago, porém nesse momento, sentiu uma dor em seu pé
esquerdo, quando o prendeu embaixo de uma raiz e caiu no chão. Todo seu alivio
tornou-se desespero, quando notou as patas da criatura pulando por cima de seu
corpo e aterrissando imediatamente ao seu lado. Lentamente ergueu a face para
encarar a criatura. Era uma criatura pequena, não deveria ser da altura de seu
joelho em duas patas, que se apoiava em quatro patas, tinha pelagem roxa em
cima do corpo e bege na barriga e nas patas, além de grandes orelhas e uma
calda longa enrolada na ponta, em seu focinho se via grandes dentes incisivos,
bigodes e principalmente grandes olhos vermelhos que para o rapaz pareciam
muito irritados. Passado esse instante em que humano e criatura se estudaram, a
pequena criatura correu para um distancia segura e continuou observando, o
rapaz por sua vez se pôs de pé, porém arrependeu-se imediatamente, pois, assim
que se levantou o céu tomou o lugar do chão, o chão por sua vez veio de
encontro a suas costas com uma velocidade dolorosa, algo havia se chocado com
suas pernas. Quando levantou dessa vez se deparou com outra criatura, essa
parecia ser de outra espécie, ficava sobre quatro patas e possuía uma pelagem
bege mais volumosa no peito, cabeça e na cauda, no restante do corpo a pelagem
era curta e laranja e rajada com faixas tigradas negras. A criatura fitava o
rapaz com uma língua pendendo pela lateral da boca, e latiu de maneira
simpática. Se alguém perguntasse, ao garoto, ele não saberia responder o porquê,
porem ele sentiu-se confortável com aquela criaturinha, nesse momento, sem
saber o porquê, lhe fez um afago. A primeira criatura fez um pequeno estalo
quando pisou em um galho seco, tomando imediatamente a atenção da segunda
criatura que saiu em sua captura, e assim as duas criaturas seguiram floresta
adentro.
Recuperou-se do susto, sacodiu a poeira das roupas e o fazendo se deu
conta da dor que sentia causada pelas quedas, e assim se deu conta também que
estava com fome, oque era no mínimo estranho, pois havia tomado café da manha
não fazia muito mais que uma hora. Procurou no céu um norte, se guiando pelo
sol, na esperança de estar nas áreas arbóreas e encontrar no fim do caminho o
lago dos mil dias. Após alguns minutos, as arvore começaram a ficar espaçadas
até que por fim se abriu em uma praça que dava para o grande lago. Sentiu-se
aliviado quando encontrou um cenário que lhe era familiar, sentou-se no banco
mais próximo , essa experiência o esgotou, estava cansado dolorido e faminto.
Procurou esperançoso por entre as arvores, frutos, esquadrinhando uma a uma,
porém sem sorte, nesse momento fitou o lago e seu sangue gelou. Notou nesse
momento que o mundo congelou a sua volta, as nuvens, o barcos, o vento, assim
como as folhas que esse carregava e ate mesmo as marolas produzidas pelo barco
tudo perfeitamente petrificados em seus lugares. Correu os olhos, a procura de
movimento, de algo normal em que ancorar sua sanidade, e com o canto do olho
percebeu um movimento, e fitou uma
criatura flutuando sobre a agua. A criatura era de dois tons de verde, e
possuía olhos azuis lindos como o céu. Eles se encararam por algum tempo, e
para o rapaz a criatura lhe parecia sentir culpada. Em dado momento o rapaz
piscou, e com os olhos ainda fechados sentiu um calor familiar em seu colo, e
quando os abriu novamente, o mundo tinha voltado a seu fluxo, mas o sol já ia
baixo, e o dia já começava a tomar tons laranja, e em seu colo estava a
criatura laranjada que ele encontrará na floresta, ela estava, porem, com seu
pelo sujo e manchado de vermelho de sangue que vertia de sua orelha direita.
Puxou pela memoria, o professor costumava chamar essas criaturas de Pokémons,
mas não consegui se recordar da espécie desse em especial. Levantou-se com o
pequeno pokémon ganindo baixinho em seus braços, lembrando-se vagamente de um
centro de tratamento para as criaturas no bairro central da cidade a alguns
quarteirões do laboratório. Saiu em disparada para salvar o pokémon, mas ao
chegar na estrada da estrada que se liga a cidade deparou-se com o primeiro
pokémon, e com outros seis indiscerníveis uns dos outros, bloqueando o caminho,
houve um breve momento de tensão, onde o rapaz ficou paralisado com os pokémons
rosnando e mostrando dentes agressivamente para o pequeno e ferido Pokémon em
seus braços. O bando avançou lentamente em sua direção, o jovem disparou por
uma das trilhas laterais de terra, que supostamente se uniria a principal mais
a frente ou, daria em uma periferia da cidade, ou um ou outro, não tinha
certeza, mas isso agora não interessava. Os pokémons estavam em seu encalço,
eram pequenos, mas surpreendentemente velozes, o terreno era irregular e
acidentado, mas a criaturinha em seus braços dependia dele, quando ela se
aninhava e molhava sua camisa com pequenos ganidos, fazia seu coração pesar no
peito.
Após algum tempo, ele não sabia dizer quanto, a floresta se abriu em
um campo e a cidade já era visível, não tinha certeza se ainda estavam sendo
perseguidos, mas não se permitiu arriscar tomar folego. Quando chegou a cidade
já não tinha mais folego, seu pulmão queimava e parecia faltar o ar, as pernas
doíam, entretanto o calor da criaturinha era uma lembrança constante do porque
ele não poderia parar. As pessoas o encavam ao passar correndo por elas, e os
gritos de espanto quando elas ficavam para trás confirmavam a presença de seus
perseguidores. Em poucos minutos já era visível um edifício onde se lia “Centro
Pokémon”, ficou aliviado, mas só por um momento, pois sentiu uma fisgada na
perna e pisou em falso com o pé que latejava pelo encontro com a raiz, a queda
foi inevitável, porém pode evitar de
alguma maneira de cair por cima do Pokémon que carregava, tentou levantar-se em
vão e percebeu que já havia sido alcançado. Resignou-se com o fato de que não
conseguiria fugir, e decidiu que protegeria a criaturinha de qualquer
maneira, curvou-se sobre ela na
esperança de proteger o corpo já ferido do pokémon, fechou os olhos e aguardou.
Houve um baque, ouviu rosnados. Foi então puxado e abriu os olhos para encarar
o rosto preocupado do professor oliveira, o rapaz gaguejou confuso e o
professor exclamou apenas:
-Não há tempo, vocês estão feridos, vamos!!!
- Mas e os???- balbuciou o rapaz exausto. Antes de entrar no Centro
Pokémon ele olhou para trás procurando o bando de pokémons selvagens
agressivos, e impedindo o avanço deles ele reconheceu seus amigos Rick e Luca
com seus pokémons, recém-adquiridos imaginava ele, em batalha.
- Não se preocupe eles ficarão bem. Está seguro agora. – garantiu o
professor.
Certamente não se sentia seguro. Em sua imaginação podia ver as
criaturinhas entrando e atacando a todos. Quando, porém sentou-se por um
segundo em um dos sofás da antessala do edifício, sentiu-se exaurido e no
momento que se recostou, com o professor ainda falando algo em que ele não
conseguia se concentrar, caiu em sono profundo, com o pokémon ainda em seus braços.
Acordou em sua cama, lembrou-se do dia passado imaginando se não teria
sonhado esse dia tão surreal, as dores em seu corpo, porém lhe diziam o
contrario. Sua irmã mais nova entra em seu quarto às lagrimas, tinha oito anos, seus cabelos
pretos lisos desciam até os ombros e
eram penteados para trás presos por um
faixa, em seu sorriso um dente ainda em crescimento após a queda de um de seus
dentes de leite, olhos castanhos claro e a pele morena clara, vestia uma camisa
com uma imagem de uma pequena meowth, oque a fazia parecer ainda mais nova. Não
fez nem menção a explicar os acontecimentos do dia passado, por mais que lhe
pedisse, já que ele mesmo não saberia dizer. Era como se um dia de sua fosse
apagado, apenas algumas horas e o dia se acaba, um acontecimento após o outro e
todas as partes intermediarias sumira, como em um filme editado. Tomou café com
sua mãe e irmã agindo calma e despreocupadamente, mas dentro em seu peito
pesava a urgência de saber oque seria do pokémon que havia ajudado.
Passada a refeição foi até o
centro Pokémon, lá chegando encontrou na
antessala de entrada seus amigos Luca e Rick, o rapaz ainda não havia parado
para pensar muito sobre isso, mas realmente esperava que eles já estivessem
viajando em jornada.
- Você está bem?- Perguntou Luca preocupado, e com seu sorriso
recorrente acrescentou. - Parece que teve uma aventura e tanto hein.
- Ainda vivo. – Respondeu o rapaz com bom humor. – Vocês realmente
passaram na prova hein.
- E você tinha alguma duvida? Nós somos os melhores ou não somos?-
nesse momento seu sorriso morreu- Porque você não fez o teste? Oque aconteceu?
- Não tenho certeza, eu ...- foi interrompido por uma mulher saindo de
uma porta que dava para um corredor interno. A moça era quase duas cabeças mais
alta que o rapaz, estava vestida como uma enfermeira e aproximou-se dizendo:
- Bom dia, a saúde de seu Pokémon já foi restaurada. – ela franziu o
cenho em preocupação- aconteceu?
- Ele não é meu. – respondeu o rapaz entristecendo ao se dar conta do
fato. A enfermeira pareceu desconcertada
- Perdão, eu , ér, eu imaginei já que ele não queria sair de seu colo.
Bom, vou trazê-lo aqui.
A enfermeira levemente ruborizada virou-se e entrou na mesma porta
pela qual havia saído, e após alguns momento
retornou com a pequena criaturinha, o Pokémon iluminou-se ao ver o rapaz
e parecia dançar a sua volta. Ao rapaz o Pokémon parecia feliz e saudável, mas
ao examinar mais cuidadosamente notou que uma mecha de seu pelo agora se
acomodava entre os olhos da criaturinha e em sai orelha direita havia um
pequeno talho cicatrizado.
- Oque você fará com ele? Soltar na floresta?- Perguntou Luca .
-Acho que é o certo a se fazer. – respondeu o rapaz ao afagar o
Pokémon – Ele não é meu, eu não sou treinador. Ele provavelmente estará melhor na floresta.
- Não se precipite meu jovem. – Disse o professor Oliveira, que a
pouco havia entrado. – A não ser que não deseje ser um treinador.
- Mas eu nem sequer fiz a prova, ou passei em nenhuma das vezes em que
a fiz, todos os pokémons já devem ter sido distribuídos, e as “Dex” também. -
disse o rapaz exasperado sentindo um nó se formar na garganta.
- Meu jovem auxiliar- Começou em tom reconfortante- Até onde sei o tão
temido teste e apenas isso, um teste, para provar se o aspirante a treinador
esta preparado para zelar pela saúde e segurança de seus pokémons , oque você
demonstrou claramente ao salvar esse Pokémon. Já quanto a questão que permeia
seu futuro Pokémon, creio que esse pequeno growlithe tenha real anseio de
ocupar essa vaga.
O garoto observou o Pokémon por um momento, perguntando-se oque ele
havia deixado para trás na floresta, como era sua vida, se ele tinha amigos, um
lar ou família.
- Ainda sim eu nem mesmo conhecia a espécie de growlithe, não posso
esperar ser um treinador sem uma “Dex”. – Constatou resignando.
- Pensei ter lhe ensinado determinação. – Sua mãe, Ana, vinha em sua direção com a filha , sua irmã,
em seu encalço. Ana não era uma mulher alta, tinha a pele em um tom caramelo
como uma egípcia, o cabelo era negro e a franja descia pouco acima do olho,
entrou no centro com seu vestido azul simples habitual e disse:
- Aqui. – entregou ao filho uma pequena embalagem. – Sei que é antiga,
mas o professor já atualizou então ela deve servir.
- Ninguém mais cumprimenta ninguém por aqui?- sussurrou Luca para rick
em tom de brincadeira.
A Pokedex não era muito maior que a palma de uma mão, mais ou menos o
tamanho de uma carteira, de um vermelho metálico com um domo de vidro azul em
uma das pontas, o rapaz abriu o flip para cima e com um pequeno “click” abriu-se
também uma aba lateral, revelando vários botões e uma tela, que imediatamente
ascendeu-se e ouviu-se uma voz metálica.
- Eu sou a
PokeDex 2.0 ,mas você pode usar comando de voz me chamando de Dexter, sou uma
enciclopédia Pokémon atualizada pelo usuário, estou aqui para te auxiliar em
sua jornada, basta apontar um de meus sensores em direção ao Pokémon, que
capturarei seus dados observacionais, caso capture um Pokémon seu dados serão
atualizados e cruzados com banco de dados de pesquisadores e dados obtidos por
outros treinadores.
Direcionou o domo azul para growlithe e a pokédex se acendeu.
- Growlithe um
Pokémon filhote, ele é muito amigável e fiel a humanos, apesar de ser muito
territorialista. Esse Pokémon tenta afastar os inimigos latindo e mordendo.- disse Dexter
imediatamente
- Bom tudo resolvido então?- Perguntou Luca debochando.
- Ainda falta uma coisa. - disse decidido, pegou o pokemon em seus
braços e saiu do centro pokemon, lá fora o pôs no chão e fitando-o disse:
-E então garoto, você gostaria de sair em uma jornada comigo?
Ficaríamos muito tempo longe de casa e sem ver nossos amigos, mas nos
aventuraríamos por toda a região oque me diz?
Growlite latiu e perseguiu o próprio rabo.
- Creio que isso foi um sim. – Disse o professor Oliveira com um largo
sorriso.
- Bom então vamos, já estamos um dia atrás dos outros. – reclamou Luca
ansioso.
- Tudo bem, mas tenho que pegar minhas coisas em casa e...
- Não precisa-a não eu já troxe-e.-
cantarolou sua irmãzinha entregando-lhe uma mochila.
Todos despediram-se, e os três rapazes seguiram em direção a saída da
cidade.
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